A maleta era pesada.
Dentro leva o que não sabia.
Cheguando à praça eu vi que já.
Já e reto, o objeto
estendeu-me um plano e pus
emcima a mala
e dentro as xícaras de chá,
os sacos cheios dágua morna
e dois com fria e peixe dentro.
Abrindo os pires sobre a mesa
e enfim montando um chá das seis
(pois ouro preto ainda brilha
às seis da tarde no verão)
preta sobe a ladeira
.com um laptop
na bolsa
No fim do dia
haveria
chá de chuva em chão de praça
e um momento de contato
assim:
meu chifre
da nuca
é deixado no meio da mesa
e tábua presa ,
uma barra e vários pregos
e gaveta alguma.
Eu-mesa-varal-aceno.
Era aquilo.
E então aquela
levando mala feito a minha
fechou-me a mala-cozinha
e abraçou-me.
O serrote puxou meus cabelos.
eu era firme.
Depois do ser coisa
eu voltei
a ser.
o Outro dia eu era coisa.
sexta-feira, 21 de dezembro de 2007
segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

por natalya dimov
Clarice e Vicente
Acontecendo no espaço, casa, corpo e produção
Clarice e Vicente viveram a casa enquanto dupla. Haviam se conhecido a pouco tempo, e estavam em uma fase de fascínio e descoberta no outro. Era visível e forte o comprometimento que um mostrava com o outro: escolheram, a princípio, um quarto de tamanho menor, afastado, com janelas e porta, para dormirem.
Clarice levou para o quarto uma verdadeira mobília: o colchão de Vicente, um outro colchão inflével, lençol, travesseiro e manta para os dois, que se posicionaram um ao lado do outro, os materiais de Clarice, muitos papéis, tintas, canetas, máquina de escrever, caixa de costura, jogo de xadrez, etc etc etc.
Desse modo, ambientou o quarto com uma carga simbólica pertinente a seu mundo pessoal e a um mundo a descobrir, com os materiais e com o parceiro de quarto. Vicente levou uma mala cheia de roupas, seus materiais de estudo e elementos de seu universo poético: caixa encontrada na rua, sapato, pedaços de tecido, linhas, agulhas.
Rapidamente o quarto se transformou em uma oficina, com placas de papel panamá espalhados pelo chão, canetas, lápis, e muitos desenhos. Os dois praticaram muito também o desenho no corpo um do outro. A vivência foi extremamente baseada no afeto dos dois, e a vivência maior que tiveram na primeira semana, foi entre eles.
Clarice e Vicente fizeram nascer a poética de uma outra já existente: a do relacionar-se e descobrir-se. Através da poética que ambos viveram, fortemente, no conhecer-se e descobrir-se, o trabalho de ambos nasceu, ocupando um espaço que era o do próprio ato, do corpo. Habitaram o lugar onde estavam, e o trabalho apresentado nos dias de exposição foi uma performance onde um costurava flores no corpo do outro, compondo palavras possíveis com flores-tipografias.
domingo, 25 de novembro de 2007
terça-feira, 30 de outubro de 2007
Te dou de presente
problema com tempo é interno.
quando existe nós são dois tempos.
e o tempo sempre é.
quando existe nós são dois tempos.
e o tempo sempre é.
domingo, 21 de outubro de 2007
não dependente
da parte:
bate
o que é.
avontade
avontade
avontade
' vontade
' vontade
quando não for, não precisa.
- oq & pq?
- legal é quando na cabeça.
- ri aí. se quiser. e me mostra.
Em 16/10/07, clacla.lacerda <clacla.lacerda@uol.com.br> escreveu:
ficar com o coração na mão
é diferente
de ficar com o coração na boca
;
pela indefinição, que sempre foi o amor,
digo que amo
obrigada
obrigada
obrigada
´brigada
´brigada
não, é por querer.
um desenho meu, te dou depois.
da parte:
bate
o que é.
avontade
avontade
avontade
' vontade
' vontade
quando não for, não precisa.
- oq & pq?
- legal é quando na cabeça.
- ri aí. se quiser. e me mostra.
Em 16/10/07, clacla.lacerda <clacla.lacerda@uol.com.br> escreveu:
ficar com o coração na mão
é diferente
de ficar com o coração na boca
;
pela indefinição, que sempre foi o amor,
digo que amo
obrigada
obrigada
obrigada
´brigada
´brigada
não, é por querer.
um desenho meu, te dou depois.
segunda-feira, 1 de outubro de 2007
póde ser
Enquanto a luz invade o quarto,
um terço, de farto,
cai no piso laminado,
num desejo cruz
disifincarnaterra.
um terço, de farto,
cai no piso laminado,
num desejo cruz
disifincarnaterra.
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